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sábado, 20 de dezembro de 2014

Universitários em fim de semestre: sobreviventes


Surtados, sem dormir, sem tempo para nada, mas vivos.



Tá certo que eu sou mais uma dentre uma espécie chamada “professor”, que semi morre todo final de ano. Mas do sofrimento dos professores ninguém duvida. Estamos até um pouco na moda, vira e mexe aparecem posts fofos a nosso respeito, com ursinhos, imagens de pôr do sol e tudo mais.
Mas, sejamos justos, do drama dos universitários ninguém fala.
Tento ser durona com meus alunos, mando parar com o mimimi do fim do semestre, mas acabo sempre admitindo, ainda que não conte para eles, que os coitadinhos estão mesmo lascados.
Eu me lembro bem: segundo ano da faculdade, prova oral de processo civil e previdenciário no mesmo dia. Fatídico dia em que o termo “gastrite” saiu das bulas de remédios e foi parar na minha barriga pela primeira vez.
Gastrite, torcicolo, enxaqueca, dor nas costas, aftas, espinhas monstruosas. Universitário em época de prova é o sonho de toda farmácia e o pesadelo de todo plano de saúde.
Homens não fazem a barba, mulheres não depilam a perna. Suspeito, às vezes, que até do banho eles acabem esquecendo. Mas em nome do conhecimento, tá tudo liberado.
Universitários no fim do ano ficam completamente xaropes. Erram o dia da prova, estudam a matéria errada, vão fazer exame de matéria na qual passaram direito, esquecem caneta, esquecem a mochila, esquecem o nome do professor, quando não esquecem o próprio nome.
Por alguns dias, essas criaturas chegam ao ponto de passar mais tempo atualizando o portal para tentar verificar as notas (taca-lhe pau no F5) do que no facebook, no whatsapp e no instagram. Juntos.
E entre novembro e dezembro, quando chego para dar aula antes das 8 da manhã ou ainda estou na faculdade depois das 22 (pois é…), tenho a sensação de estar em um episódio de The Walking Dead. Alunos com aspecto moribundo perambulam pelos corredores como se não houvesse esperança, pensando seriamente em devorar cérebros de professores para ver se facilita na hora da prova.
E se o aluno estiver precisando de meio pontinho e encontrar o professor na cantina, pode aparecer o Caio Castro, a Ísis Valverde, o Ashton Kutcher ou a Megan Fox, que eles NÃO saem de lá. Oferecem um café, compram sonho de valsa, elogiam a roupa, tudo na maior sinceridade. Como diria Tim Maia, vale tudo.
E não podemos esquecer da interminável angústia das faltas. “Professor, o sistema está marcando 26 faltas, mas eu juuuuuro que só faltei 3 vezes. Não sei o que houve.”. Clássico. Esses sistemas são mesmo uns canalhas.
Mas dentre os surtados, o Prêmio Nobel do Surto Acadêmico vai para os que vão defender o TCC. Esses já nem se recordam que existe um negócio chamado “vida”. Passam na frente da banca de jornal e já têm dor de barriga só de pensar na palavra “banca”. O vocabulário se resume a: capa dura, capítulo, rodapé, orientador, espiral e pânico. Não tem água com açúcar, suco de maracujá ou calmante que resolva. O único remédio para essa dor é um composto de 8 letras: a + p + r + o + v + a + d + o.
Mas, falando sério, não é fácil mesmo. Tem que ter muita força de vontade e compromisso. Provas, trabalhos, fichamentos, estágio, emprego, trânsito, ônibus, metrô, chuvaradas no fim da tarde, correria para evitar atrasos, chororô para justificar atrasos.
Tem um ou outro fanfarrão, mas a maioria dá duro mesmo. Tem conta pra pagar; casa para arrumar; relatório para entregar; filho para cuidar. Desses alunos que têm filho, por sinal, sou fã incondicional.
Não vou dizer para vocês que quando se formarem melhora. Seria mentira. As responsabilidades crescem em uma proporção bem incompatível com a progressão do salário; as horas de sono não aumentam e ainda tem uma pós, um mestrado e um futuro te esperando.
Mas posso dizer: vale a pena. Segurem a onda, força na peruca, inspira, respira, não pira. Já já o Natal tá aí. E uma hora o diploma também chega. Talvez vocês já não tenham cabelos, as unhas estejam completamente roídas, as olheiras tenham cor de berinjela e a miopia alcance 8 graus em cada olho, mas acreditem gatinhos, vocês chegam lá. Palavra de quem chegou (com algum cabelo, alguns dentes e alguma sanidade, até que se prove o contrário).


Lucélia: EDUCAÇÃO

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Quer estudar de graça na Finlândia? Palestra explica como


Um seminário no próximo dia 1º de dezembro em São Paulo (SP) vai apresentar o “caminho das pedras” para quem deseja estudar de graça na Finlândia. As inscrições podem ser feitas pelo site do Colégio Rio Branco, local da palestra.
Há oportunidades para quem quer cursar graduação e pós-graduação, inclusive em cursos de mestrado e doutorado, em diversas áreas.
Quem organiza o evento é a Fundação de Rotarianos de São Paulo, em cooperação com o Center for Internacional Mobility – CIMO, vinculado ao Ministério de Educação da Finlândia.
O interesse do país europeu em receber estudantes brasileiros faz parte do projeto de internacionalização do ensino superior finlandês. Por lá, a educação superior é acessível a todos, inclusive estrangeiros.
Por isso, no seminário será dado um panorama de como é estudar e viver na Finlândia, além de explicações sobre como funciona o processo de seleção das universidades do país e quais são os trâmites para estudantes no consulado finlandês no Brasil.
SERVIÇO
Palestra: Faça o Ensino Superior na Finlândia
Inscrições: pelo site do Colégio Rio Branco
Data: 1° de dezembro, segunda-feira
Horário: 19h30 às 21h30
Local: Colégio Rio Branco: Av. Higienópolis, 996, São Paulo – São Paulo.



Lucélia: EDUCAÇÃO

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Educação é um bem precioso


Como é difícil falar de educação num país onde este bem é tão escasso?
Como esperar que as crianças tenham educação no tocante a boas maneiras/comportamento, se eles apenas reproduzem os que veem em casa com seus pais e avós?
Como acreditar que a educação oferecida nas escolas públicas deste país é capaz de tornar nossos jovens cidadãos bem instruídos, se o que vemos são professores insatisfeitos, sobrecarregados, desmotivados e diminuídos em seus papéis pelos governantes?
Digo que a educação é um bem precioso, pois nela é que esta pautada os princípios e fundamentos de uma sociedade, sem ela não é possível entendermos qual o nosso papel, quais os nossos direitos e deveres, vivemos como insanos, guiados por outros tão alienados como nós, não somos capazes de discernirmos o que é melhor para nós e não encontramos o caminho para mudarmos o rumo de nossa sociedade.

Esta na hora de vivermos a EDUCAÇÃO, no sentido mais amplo da palavra, não apenas com bons comportamentos e amplos conhecimentos, mas em valores e princípios ensinando as novas gerações o que é ter caráter e personalidade.

Por: Lucélia
EDUCAÇÃO

segunda-feira, 12 de maio de 2014

A Educação


Há alguns anos atrás era comum se ouvir a indagação: “Sua mãe não te deu educação”? quando crianças agiam com desrespeito com adultos.

Mas hoje a realidade que se apresenta é bem diferente, o que se observa é que a responsabilidade sobre a educação das crianças foi transferida para escola e o comportamento inadequado das crianças atribuído ao professor.


Em reuniões de pais, é comum ouvir pais dizendo, que não sabem o que fazer com seus filhos, devido às notas baixas e a falta de disciplina das crianças, parecem aguardarem ansiosamente que os professores lhes digam o que devem fazer para educar seus filhos.

O fato é que a educação não é um dever das instituições escolares ou de seus professores e sim responsabilidade dos pais que devem desde muito cedo encucar em seus filhos princípios, valores e boas maneiras, ficando a cargo da escola a instrução a respeito dos conhecimentos de diversas linguagens e ciências.


Sabemos que esta inversão de valores é típica da sociedade moderna em que vivemos, onde não a tempo para quase nada, pais e mãe precisam sair cedo para o trabalho a fim de conquistarem o mínimo para sobrevivência, não tendo tempo para compartilhar da vida dos seus filhos e educa-los de forma adequada.



Embora sejamos todos vítimas de uma sociedade injusta, não podemos aceitar que a Educação fique a cargo de terceiros, façamos o que nos é cabível, o nosso papel como pais e professores, buscando formar crianças e jovens capazes de mudar esta sociedade.



Lucélia Correia
EDUCAÇÃO